Delegado alega que polícia descartou depoimento do suspeito que dizia ter sido vítima de abuso sexual por parte do genitor.
Victor Gomes de Carvalho, de 25 anos, foi indiciado pelo homicídio do próprio pai, com a qualificadora de motivo fútil, nesta terça-feira (10). A pena também pode ser prolongada pelo fato da vítima ser parente do suspeito.
A informação foi confirmada pelo delegado Divanilson Sena, do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP). O responsável pelo caso também afirma que a polícia não acatou o depoimento de Victor em relação a ter sofrido abuso infantil por parte do pai.
“Ele fantasiou para poder diminuir a questão da reprovabilidade da sua conduta, de que ele tinha sido abusado, nada disso foi comprovado no curso do inquérito policial. As discussões, segundo a apuração, decorrem justamente dos entorpecentes que ele usava e os pais recriminavam essa conduta do filho. Então a gente acredita que, em razão dessa discussão do pai exigir que ele cessasse os entorpecentes, ele ficou atordoado, gerou essa discussão e terminou em óbito”, disse o delegado.
O delegado também apurou que as discussões familiares eram constantes, mas que não havia registros de agressões físicas. O filho e o pai moravam juntos há um ano, depois que Victor foi expulso da casa da mãe.

Sebastião da Cruz de Oliveira Gomes, de 44 anos, foi morto a facadas dentro da própria residência, no bairro Santa Bárbara, na Zona Leste de Teresina no dia 26 de janeiro. Segundo a Polícia Militar, o principal suspeito do crime foi próprio filho da vítima, que fugiu após o homicídio.
Victor passou três dias desaparecido até se entregar à polícia. Posteriormente, o jovem confessou ter matado o pai e detalhou ter desferido diversos golpes no rosto da vítima e ainda utilizado uma pedra para desfigurá-lo.
FONTE:G1

